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A indústria brasileira de óleos vegetais projeta um ciclo robusto de investimentos de R$ 7,65 bilhões em expansão e novas unidades de processamento de oleaginosas. Segundo dados divulgados pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), o aporte financeiro deve criar cerca de 13,4 mil novos postos de trabalho no país, sendo 1.350 empregos diretos e 12.100 indiretos. O movimento acompanha o salto na capacidade de processamento nacional, que atingiu a marca de 86,4 milhões de toneladas em 2026, uma alta de 13,1% na comparação com o levantamento anterior da entidade.

Esse crescimento expressivo é impulsionado principalmente pelo apetite do mercado por farelo e óleo vegetal. O setor de combustíveis renováveis exerce papel central nessa engrenagem, já que a produção de biodiesel consome volumes crescentes de óleo de soja como matéria-prima. Diante desse cenário, a capacidade total diária de processamento das indústrias, englobando plantas ativas e paradas, escalou para 261.868 toneladas por dia.

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“O salto expressivo de mais de 13% reflete a resposta da indústria para atender ao aumento da demanda por farelo e óleo, este último impulsionado pelo biodiesel”, avaliou Daniel Furlan Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove. Esse avanço técnico e produtivo é sustentado por uma expansão real da base empresarial, com o número de empresas de processamento saltando de 75 para 89 companhias, um incremento de 18,7%.

A infraestrutura fabril também encolheu o número de plantas ociosas. O total de unidades industriais subiu de 149 para 157, enquanto as fábricas ativas passaram de 131 para 148, correspondendo a um crescimento de 13%. Paralelamente, o número de instalações paradas caiu pela metade, recuando de 12 para seis plantas. O relatório aponta ainda que três novas unidades fabris estão atualmente em fase de construção pelo país.

No mapa da produção nacional, o Centro-Oeste consolida sua posição de liderança absoluta ao concentrar 42,9% da capacidade de processamento do Brasil. A força regional é puxada por Mato Grosso, estado que sozinho lidera o ranking nacional com capacidade diária de 56.559 toneladas, o equivalente a 21,6% de todo o potencial brasileiro. No âmbito regional, a capacidade diária do Centro-Oeste saltou de 102.705 toneladas em 2025 para 112.288 toneladas em 2026.

Além do esmagamento bruto, o segmento de refino de óleo vegetal também registrou avanços em 2026, com a capacidade total atingindo 26.425 toneladas por dia — um crescimento de 2,5% frente ao período anterior. O segmento opera agora com 39 empresas e 67 unidades industriais instaladas. Já a capacidade nacional de envase manteve-se estável, registrando as mesmas 14.811 toneladas diárias, o que representa uma produção anualizada de aproximadamente 4,9 milhões de toneladas de óleos prontos para o consumidor final.

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