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A escalada de medidas protecionistas, as tensões geopolíticas e a disrupção de rotas logísticas criaram um cenário de períodos de alta demanda mais frequentes desde maio deste ano na América Latina, de acordo com avaliação da DHL Global Forwarding.
A reconfiguração do cenário global fez com que o ano de quebrasse as tendências sazonais tradicionais do setor, multiplicando os períodos de alta demanda e exigindo uma nova lógica de planejamento no frete internacional.
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Segundo o CEO da companhia para o Brasil, Eric Brenner, e o presidente executivo para a América Latina, Erik Meade, o setor de transporte de cargas vive uma realidade bem diferente da observada em anos anteriores. Enquanto no passado o mercado registrava altas temporadas pontuais após o ano chinês ou próximo da Black Friday, o cenário atual é marcado por múltiplos picos ao longo de todo o ano.
Os executivos apontam que os impactos causados por conflitos no Oriente Médio e por gargalos em portos estratégicos provocam alterações significativas nas rotas dos navios e geram flutuações expressivas nas tarifas cobradas. Esse ambiente de incerteza levou muitas companhias a retomarem a construção de inventários e a buscarem contratos de espaço de forma antecipada para evitar maiores prejuízos com a alta dos combustíveis e a escassez de equipamentos.
Apesar de os principais conflitos da atualidade acontecerem longe do território latino-americano, os efeitos em cascata atingem diretamente a região. Com portos congestionados na Europa e navios retidos em outras praças, a falta de capacidade global acaba repercutindo no atendimento à indústria brasileira e sul-americana.
Para o restante de o ano, a expectativa da empresa de logística é de que o frete permaneça em patamares elevados, acompanhado por restrições de capacidade e possíveis atrasos nas entregas durante o segundo semestre. Como resposta a esse panorama desafiador, as companhias globais passam a adotar estratégias de diversificação de fornecedores, fomentando o fortalecimento do comércio regional e a busca por alternativas logísticas na América Latina.
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