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O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira (28) que o Brasil não é um país fracassado, mas sim roubado. A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Alfa FM, em Minas Gerais, onde o ex-governador disparou críticas contra a gestão federal e a concentração de renda.
“É Brasília cada vez mais no luxo e nós aqui no interior cada vez mais no lixo; é político ficando cada vez mais rico e o povo cada vez mais pobre”, declarou Zema na entrevista radiofônica, destacando a disparidade percebida por ele entre a capital federal e o restante do país.
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Desde 2022, o patrimônio declarado por Zema à Justiça Eleitoral registrou um aumento de R$ 49 milhões, alcançando a marca de R$ 178,7 milhões nas eleições deste ano. Além de abordar a economia e a política nacional, o candidato do Partido Novo voltou suas críticas para a recente proibição das bets assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da T (PT).
Para o ex-governador mineiro, a medida de prohibição veio tardiamente e com motivações eleitoreiras. Zema afirmou que Lula quis implantar as apostas visando uma arrecadação de R$ 9 bilhões, mas acabou gerando um problema de saúde pública que, segundo ele, deve custar mais de cem bilhões por ano à sociedade.
O tema já havia sido abordado por Zema durante agenda de campanha realizada no sábado (26) em Varginha, ocasião em que classificou as ações do governo federal como uma aberração eleitoral. Na visão do candidato, o Planalto teve quase quatro anos para agir, mas optou por medidas de última hora que penalizam as parcelas mais humildes da população.
As apostas esportivas e os cassinos online mencionados no debate político foram legalizados originalmente em 2018, no governo de Michel Temer (MDB), e regulamentados em 2023, durante o terceiro mandato do atual presidente, que também instituiu a Secretaria de Prêmios e Apostas em 2024 para controlar o setor.
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