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A bancada do Partido Liberal na Câmara dos Deputados soma 210 milhões de seguidores nas principais redes sociais, quase o triplo dos 72 milhões reunidos por congressistas do PT e de partidos aliados ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (7) pela Agência Bites, três dias após a realização do primeiro turno das eleições, e escancaram o abismo digital entre os dois campos políticos que disputam o Palácio do Planalto.
A pesquisa considera a soma bruta dos seguidores nos perfis oficiais dos parlamentares. Embora exista sobreposição de usuários entre diferentes plataformas e contas, o levantamento dimensiona com clareza o desafio enfrentado pelo atual governo na disputa do segundo turno contra a oposição liderada por Flávio Bolsonaro.
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O principal destaque individual desse ecossistema digital pertence ao deputado Nikolas Ferreira, do PL de Minas Gerais. Sozinho, o parlamentar acumula 52 milhões de seguidores distribuídos entre plataformas como X, Instagram, Facebook, TikTok e YouTube, o equivalente a cerca de 25% de todo o volume contabilizado pela legenda.
Para tentar frear a vantagem adversária, o presidente Lula recebeu nesta quarta-feira políticos mais jovens de seu campo ideológico cujas campanhas tiveram forte foco nas redes sociais. Entre os participantes do encontro no Planalto estavam os recém-eleitos Pedro Rousseff e Ana Elisa, ambos do PT mineiro, além de Rick Azevedo, do Psol do Rio de Janeiro, e das deputadas federais Sâmia Bomfim e Erika Hilton, ambas do Psol paulista.
Apesar da movimentação, Manoel Fernandes, diretor da Bites, classifica a iniciativa como um movimento tardio diante do atual cenário eleitoral. Segundo a consultoria, figuras de destaque da base governista como Tabata Amaral, Guilherme Boulos, André Janones e João Campos somam 48 milhões de seguidores, mas essas experiências de comunicação nunca foram incorporadas de forma permanente e coordenada pela estratégia oficial do Palácio do Planalto.
Os números recentes de engajamento também apontam caminhos distintos na reta final da disputa. Desde o primeiro turno, Flávio Bolsonaro ganhou 1,2 milhão de seguidores, enquanto Lula adicionou 392 mil novos perfis. No entanto, o presidente registrou maior volume de interações totais, alcançando 7,2 milhões contra 5,8 milhões do adversário, impulsionado por um volume expressivamente maior de publicações.
Por outro lado, quando a análise recai sobre a média de interações por postagem, a vantagem inverte de lado. Lula publicou cerca de 70 conteúdos com média de 102 mil interações cada, ao passo que Flávio fez apenas 13 publicações, mas alcançou média de 448 mil interações por post, o que evidencia maior mobilização imediata da base oposicionista em torno de cada material divulgado.
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