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A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva colocou em prática uma mudança drástica na estratégia de comunicação para o segundo turno das eleições, apostando em vídeos no formato selfie gravados pelo próprio petista. A nova abordagem busca ampliar o alcance nas redes sociais, com foco especial em plataformas como TikTok e Instagram, em um esforço direto para reverter a vantagem de Flávio Bolsonaro no primeiro turno.
Nesta quarta-feira, Lula publicou dois vídeos inéditos nesse formato em seu perfil oficial. A proposta central da investida é aumentar a presença pessoal do presidente na internet, aproximá-lo do eleitorado com uma linguagem mais direta e simplificada e pautar os debates políticos do cotidiano.
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Em um dos registros divulgados, o presidente convocou apoiadores a irem às ruas e conversarem com eleitores, alertando sobre a necessidade de engajamento para garantir a vitória. Na gravação, Lula pediu união em defesa da educação, da democracia e de empregos de qualidade, frisando que é preciso impedir o retorno do que chamou de retrocesso ao país.
No segundo vídeo, o petista abordou a proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 e aproveitou o tema para confrontar diretamente o adversário. Lula cobrou publicamente uma posição de Flávio Bolsonaro e orientações formais do PL sobre a mudança na jornada de trabalho, questionando quem apoia ou não os direitos dos trabalhadores.
A guinada digital foi sugerida a Lula pelo governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles, que costuma utilizar o formato selfie com frequência para dialogar com a população. A ideia ganhou força também entre jovens deputados aliados, vistos como peças-chave para melhorar o desempenho da campanha entre o público mais jovem.
Entre os nomes mobilizados está a deputada federal eleita por Minas Gerais Ana Elisa, que participou de reuniões estratégicas com a equipe de comunicação do presidente. A parlamentar destacou que o ambiente digital funciona hoje como o principal panfleto político, reforçando que a voz de Lula precisa alcançar os municípios do interior onde a campanha presencial encontra barreiras.
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