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Pelo menos 34 países utilizam ou já utilizaram algum tipo de sistema eletrônico de votação em processos oficiais ao redor do mundo. O dado desmente alegações falsas que circulam nas redes sociais, as quais frequentemente afirmam que o Brasil estaria isolado no uso de tecnologia nas urnas ao lado de poucos governos.
A pesquisa foi realizada pelo Instituto Internacional para a Democracia e Assistência Eleitoral, conhecido como Idea, uma organização intergovernamental com sede em Estocolmo, na Suécia. O levantamento aponta que os modelos variam drasticamente entre as nações, abrangendo desde urnas de gravação direta até sistemas de votação remota pela internet.
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Entre os 34 países listados pela instituição aparecem nações como Estados Unidos, França, Índia, Argentina, Canadá, Coreia do Sul e Suíça. A Venezuela integra o grupo de usuários de sistemas eletrônicos, mas Cuba não consta na relação elaborada pelo Idea.
O Brasil se destaca internacionalmente pela abrangência de sua tecnologia de gravação direta, conhecida pela sigla DRE, em que o eleitor digita o voto diretamente na máquina. O sistema brasileiro completa 30 anos em outubro de 2026 e é totalmente auditável, gerando boletins impressos e mantendo registros digitais protegidos.
Contudo, o funcionamento da tecnologia muda bastante conforme a cultura de cada país. Enquanto o Brasil adota um teclado numérico e não emite recibo impresso para o eleitor levar para casa, o Paraguai gera um comprovante físico armazenado em compartimento lacrado, e a Índia utiliza urnas com destaque para símbolos partidários para facilitar o voto da população.
Críticos e propagadores de desinformação frequentemente questionam a eficácia das urnas brasileiras sob o argumento de que outros países teriam abandonado o modelo. No entanto, Julio Valente, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Superior Eleitoral, rebate as críticas e destaca que cada nação adota um formato que reflete sua própria realidade e cultura institucional.
Casos de reversão para o papel costumam ter contextos específicos, como na Noruega, que testou o voto pela internet e recuou por receio dos eleitores quanto ao sigilo. Já Bangladesh abandonou urnas eletrônicas em 2023 por falta de mecanismos de auditoria equivalentes aos rigorosos testes de integridade aplicados no Brasil.
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