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O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) registrou mais de 50 mil denúncias de propaganda eleitoral irregular em todo o território nacional durante o período de campanha.

O levantamento atualizado compila os dados enviados através do aplicativo Pardal, canal digital que foi criado originalmente em 2016 pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo (TRE-ES) e adotado no mesmo ano para centralizar esse tipo de ocorrência no país.

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Ao todo, a plataforma contabilizou 54.048 denúncias distribuídas pelos 26 estados e pelo Distrito Federal. Os dados mostram que as infrações mais frequentes acontecem em vias públicas, concentrando 44% dos registros, seguidas por ocorrências em bens particulares, que somam 12%, e em bens públicos, com 11%.

No recorte por cargos disputados, as candidaturas para deputado estadual lideram as queixas com 37% do total, logo atrás aparecem os concorrentes a deputado federal com 33%, enquanto os postulantes ao governo estadual acumulam 13% das notificações.

Entre as unidades federativas, São Paulo lidera disparado o ranking com 20% de todas as denúncias do país, seguido pela Bahia com 11% e por Minas Gerais com 9%. Na outra ponta, os estados com menor volume de registros no sistema foram Tocantins com 0,1%, Roraima com 0,2% e Piauí com 0,3%.

Apesar do fluxo intenso de notificações, o tribunal ressalta que nem todo material denunciado configura de fato uma irregularidade eleitoral. Cada caso passa pela análise de equipes técnicas do TSE antes de eventual encaminhamento aos órgãos competentes, e os candidatos envolvidos ficam sujeitos a sanções que vão desde o pagamento de multas até a cassação do registro ou do mandato.

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