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Donald Trump deixou claro nesta semana que a defesa da democracia e o combate ao narcotráfico foram apenas pretextos para a recente invasão militar à Venezuela. Durante discurso na Assembleia Geral da ONU, o presidente dos Estados Unidos celebrou o acordo de petróleo firmado após a queda de Nicolás Maduro e afirmou que o país assumiu o controle de 21% das reservas venezuelanas, o equivalente a 65 bilhões de barris. O republicano avisou ainda que usará todo o poderio militar americano para assegurar os interesses vitais do país no Hemisfério Ocidental.
A movimentação de Washington ocorre a apenas sete dias das eleições presidenciais no Brasil, processo marcado por forte interferência da Casa Branca na disputa. O governo norte-americano já adotou medidas de pressão que incluem a imposição de um tarifaço sobre exportações brasileiras, ameaças baseadas na Lei Magnitsky contra autoridades e a cassação inédita do visto da embaixadora do Brasil em Washington.
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A articulação da Casa Branca busca favorecer o candidato do PL, Flávio Bolsonaro, cuja família alinhou a política externa brasileira aos interesses de Trump no passado. Em junho, logo após anunciar uma sobretaxa de 25% sobre produtos do Brasil, Trump recebeu o senador no Salão Oval e o descreveu publicamente como um jovem inteligente que ama seu país.
Em contrapartida, Flávio Bolsonaro já indicou caminhos para atender a demandas norte-americanas, declarando em março que o Brasil seria a solução para os Estados Unidos reduzirem a dependência da China em minerais críticos e terras raras. O senador também atuou em defesa do lobby das big techs ao criticar o decreto governamental que responsabiliza plataformas por fraudes e apologia à violência.
Após o evento na ONU, Trump reuniu-se com presidentes de 14 nações latino-americanas e caribenhas alinhadas à direita para assinar um comunicado que facilita sanções econômicas e operações militares sob a justificativa de combater narcoterroristas. Embora o Brasil não tenha participado do encontro, analistas apontam que o país permanece na mira do pacote regional.
Reações à postura da Casa Branca já ganham repercussão internacional e local. O governador da Califórnia, Gavin Newsom, classificou a relação da família Bolsonaro com Trump como obscena e projetou que a interferência americana deve se intensificar ainda mais na reta final da campanha eleitoral brasileira.
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