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O Tribunal Regional Eleitoral do Paraná decidiu nesta quarta-feira manter a candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado Federal. A decisão ocorre após o Tribunal Superior Eleitoral ter suspendido a campanha do político no último sábado, gerando forte expectativa sobre os rumos da disputa eleitoral no estado.
Durante a sessão, a corte paranaense julgou improcedente a impugnação apresentada e deferiu o pedido de registro de candidatura. O colegiado acatou parcialmente embargos da defesa, mas optou por manter a multa de R$ 100 mil aplicada ao candidato em razão da divulgação de dados fiscais e bancários do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
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A ofensiva contra o registro de Dallagnol foi movida pela Coligação Paraná Para Todos e pela Federação Brasil da Esperança, que reúne partidos como o PT e o PSOL. As siglas sustentam que ele permanece inelegível devido à cassação de seu mandato de deputado federal em 2023, quando o TSE entendeu que houve fraude contra a Lei da Ficha Limpa após sua saída do Ministério Público Federal.
Apesar da decisão favorável obtida no âmbito estadual, o cenário jurídico ainda permanece indefinido para o candidato do partido Novo. Como as análises foram encerradas no TRE-PR, cabe agora ao Tribunal Superior Eleitoral a palavra final em última instância sobre a validade da sua participação na disputa ao Senado.
No último sábado, a ordem do TSE determinou a suspensão imediata de atos de campanha, proibindo o uso de recursos públicos do Fundo Partidário e do Fundo Especial de Financiamento de Campanha. Com o nome ainda presente nas urnas, a defesa aguarda o desfecho do recurso decisivo que definirá o futuro político de Dallagnol.
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