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O segundo bloco do debate entre os candidatos ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e Tarcísio de Freitas (Republicanos), pegou fogo ao nacionalizar a discussão sobre controle fiscal, desemprego e segurança pública na reta final da campanha.
A troca de acusações começou quando o petista questionou o atual governador sobre uma recomendação feita ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) referente a uma “caixa-preta” de beneficiários de incentivos fiscais estaduais. Em sua defesa, Tarcísio retrucou afirmando que cortou subsídios sem justificativa e garantiu transparência na gestão por meio de ferramentas como a nota fiscal paulista.
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O confronto ganhou ainda mais tensão quando o debate enveredou para a situação econômica nacional e estadual. Tarcísio ironizou adversários e citou empresas em recuperação judicial como Casas Bahia, Marabraz e Habib’s para pressionar o rival sobre a necessidade de um ajuste fiscal rigoroso.
Ex-ministro da Fazenda, Haddad rebateu trazendo números federais, criticando a taxa de juros e o pagamento de precatórios herdados da administração de Jair Bolsonaro. O petista também questionou se o adversário pretendia adotar uma linha econômica inspirada na gestão de Javier Milei na Argentina, enquanto o candidato à reeleição defendeu o legado econômico bolsonarista diante dos impactos da pandemia.
Além do embate financeiro, o encontro promovido pelas emissoras também colocou frente a frente propostas para áreas sensíveis do estado. Temas como o combate ao PCC, a situação da Cracolândia, os roubos de celular na capital e o atendimento nas filas da saúde mobilizaram os candidatos em um dos momentos mais decisivos da disputa eleitoral paulista.
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