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Faltando quatro semanas para as eleições de meio de mandato, um número crescente de republicanos da Câmara dos EUA teme em conversas privadas que suas chances de manter a maioria estejam desaparecendo rapidamente. O partido começou a concentrar esforços em como limitar o tamanho de uma possível onda democrata na Casa, acendendo sinais de alerta em todos os níveis da disputa.

Dentro do Partido Republicano, lideranças e parlamentares acompanham com profunda preocupação a queda nos índices de aprovação do presidente Donald Trump em pesquisas internas recentes. A retração ocorre inclusive em regiões tradicionalmente leais à legenda, segundo mais de uma dúzia de fontes familiarizadas com as discussões.

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Diante do cenário desfavorável, a legenda entrou em modo de contenção de danos e discute retirar recursos de campanhas que antes eram competitivas, mas que agora são consideradas difíceis demais de vencer. Estão nessa lista as disputas da deputada Mariannette Miller-Meeks, em Iowa, do deputado Tom Kean, em Nova Jersey, e uma vaga em aberto em Nebraska, conforme relatos de três pessoas familiarizadas com as negociações internas.

Apesar do pessimismo nos bastidores, o presidente da Câmara, Mike Johnson, mantém o otimismo e afirma estar absolutamente convicto de que ainda pode preservar o controle da Casa. O braço de campanha dos republicanos na Câmara também nega veementemente qualquer perda de maioria, destacando a vantagem financeira expressiva do partido na reta final.

“Faltando 30 dias, os republicanos da Câmara estão na ofensiva e estamos gastando mais do que os democratas na reta final em todas as disputas”, afirmou em comunicado Will Kiley, porta-voz do Comitê Nacional Republicano do Congresso. Ele acrescentou que os republicanos pretendem desafiar a história para conquistar a vitória em novembro.

A estratégia alternativa discutida por parlamentares pessimistas consiste em tentar limitar a futura maioria democrata a menos de 10 cadeiras, caso Hakeem Jeffries assuma a presidência da Câmara. A avaliação é de que uma margem extremamente apertada dificultaria a governabilidade da oposição, repetindo as dificuldades enfrentadas pela atual gestão republicana.

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