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O candidato à Presidência pelo partido Missão, Renan Santos, afirmou durante entrevista ao podcast “Iron Talks” que lê a obra do teórico cultural britânico Mark Fisher, autor ligado à esquerda e conhecido por suas críticas ao capitalismo. A declaração foi dada enquanto o político discutia como o sistema econômico transforma hábitos, relações sociais e a percepção da realidade na sociedade contemporânea.

Durante a conversa, Renan mencionou Fisher ao falar sobre o aceleracionismo, corrente de pensamento que aborda a intensificação das transformações tecnológicas e produtivas promovidas pelo capitalismo. “De esquerda você tem o Mark Fisher, que morreu, grande autor, leio ele”, declarou o candidato, destacando a relevância das reflexões do autor britânico falecido em 2017.

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Além de Fisher, o postulante ao Planalto citou o filósofo Nick Land, associado a uma vertente de direita do aceleracionismo, e os franceses Gilles Deleuze e Félix Guattari, autores de “O Anti-Édipo” e “Mil Platôs”. Para Renan, essas referências teóricas ajudam a compreender as profundas mudanças produzidas pelo capitalismo nas relações humanas ao longo das últimas décadas.

O candidato apontou que os impactos do modelo econômico atingem diretamente a vida privada e citou um exemplo cotidiano. Segundo ele, o capitalismo “acabou com o jantar em família” ao remodelar a dinâmica social em torno da lógica do capital. Renan também manifestou preocupação com o avanço tecnológico acelerado, afirmando que o sistema econômico conduzirá inevitavelmente à inteligência artificial e à substituição dos trabalhadores humanos.

Embora tenha ressaltado divergências fundamentais em relação ao Partido dos Trabalhadores, o presidente e fundador do partido Missão traçou paralelos entre a atual fase de sua legenda e a origem histórica do PT nos anos 1980. Na visão dele, o partido de Lula nasceu como um projeto otimista capaz de mobilizar a juventude e a classe média, servindo como modelo estruturado de oposição que precisa ser compreendido.

A fundação do Missão ocorreu em 2025, e o próprio dirigente tem sido comparado por observadores políticos ao surgimento inicial da sigla petista. A repercussão das declarações de Renan Santos reforça a estratégia do candidato de debater temas econômicos complexos e buscar espaço no cenário eleitoral de 2026 com um discurso voltado para novas gerações de eleitores.

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