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O partido governista Rússia Unida conquistou uma vitória retumbante nas eleições parlamentares do país, em um pleito rigidamente controlado que sacramentou o apoio ao presidente Vladimir Putin e à ofensiva militar na Ucrânia. A oposição genuína ao Kremlin foi completamente silenciada nos últimos anos, tornando o resultado inevitável. A única legenda oposicionista remanescente que pedia o fim do conflito, o Yabloko, foi barrada de participar da disputa.

A votação, que marcou as primeiras eleições para o parlamento russo desde 2021, foi utilizada pelo governo para tentar projetar uma imagem de normalidade diante da comunidade internacional. O pleito cobriu 11 fusos horários e incluiu regiões anexadas e ocupadas pelas forças russas em território ucraniano, servindo como uma demonstração de força política do Kremlin.

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Antes mesmo do encerramento das urnas, Putin declarou que a eleição comprovaria a unidade nacional e que milhões de cidadãos apoiam os combatentes russos na frente de batalha. O pleito também ocorreu em meio à intensificação de ataques com drones ucranianos, incluindo a maior ofensiva já registrada contra a região de Moscou durante um fim de semana de votação.

Com o avanço da máquina de guerra, crescem os temores de que o Kremlin utilize o novo mandato para decretar uma nova rodada de mobilização forçada. Em setembro de 2022, uma convocação parcial de 300.000 reservistas provocou indignação pública e um êxodo em massa de russos pelas fronteiras terrestres do país.

Apesar das preocupações com um possível endurecimento do recrutamento, Putin descartou categoricamente os rumores de uma nova convocação geral. O líder russo classificou a especulação como um absurdo completo e um ataque informacional contra a Rússia, enquanto o governo reforçou os controles nas fronteiras terrestres.

Para impulsionar o recrutamento voluntário sem recorrer a uma nova mobilização impopular, o Kremlin elegeu 49 veteranos da guerra na Ucrânia para cargos políticos de destaque. A estratégia busca transformar combatentes em figuras de prestígio, recompensando a participação na chamada operação militar especial com posições de poder.

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