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O Partido dos Trabalhadores (PT) mapeou um padrão de ataques articulados contra as mulheres que disputam cargos pela legenda nas eleições deste ano. Segundo a cúpula partidária, as ofensivas de violência política de gênero são planejadas e executadas por grupos masculinistas vinculados à extrema-direita.
As ações criminosas envolvem um repertório severo de intimidação, como ameaças explícitas de morte e violência sexual, ataques racistas, vazamento de dados pessoais e investidas contra familiares das postulantes. O objetivo central das ofensivas, aponta a sigla, é deslegitimar a presença feminina no debate público e forçar a desistência das candidaturas.
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A pressão sobre as candidatas reflete-se nos números oficiais da Justiça Eleitoral. Até a última terça-feira, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contabilizava 177 processos instaurados em 2026 por violência política de gênero. Neste pleito, as mulheres somam cerca de 7,1 mil das 20,5 mil candidaturas registradas (34,85% do total), disputando vagas que vão da Presidência da República e governos estaduais ao Senado, à Câmara dos Deputados e às Assembleias Legislativas.
A dimensão do problema é reforçada pela coordenação do PT, que relata o recebimento quase diário de novas denúncias vindas de diversos cantos do país. De acordo com a secretária nacional de Mulheres da legenda, Mazé Morais, foram registrados episódios graves em estados como São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Piauí e Santa Catarina.
“O que nós estamos vivendo nesta eleição é extremamente grave. As ameaças recebidas por candidatas apresentam muita semelhança e, em alguns casos, foram enviadas pelo mesmo remetente”, afirmou Mazé Morais. A repetição das abordagens e a coincidência na origem das mensagens reforçam a tese do partido de que não se trata de atos isolados, mas de uma ação coordenada para desestabilizar a participação feminina na política.
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