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A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva produziu um manual estratégico voltado para militantes do Partido dos Trabalhadores com orientações detalhadas sobre como convencer eleitores indecisos a votar no atual presidente. Distribuído principalmente por aplicativos de mensagens, o documento de 19 páginas adota uma linguagem didática e traz um passo a passo para interações cotidianas em ruas, pontos de ônibus e filas.
Intitulado “Guia da Conversa”, o material aborda temas sensíveis que dominam o debate político recente, como a religião e a economia real. A elaboração da cartilha ocorre em um momento de intensa mobilização digital, marcado por embates ideológicos e pela circulação de conteúdos falsos nas redes sociais na última semana que antecede a votação do primeiro turno.
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Entre os tópicos centrais destacados pelo manual está a orientação para rebater críticas relacionadas à fé do candidato à reeleição. A cartilha instrui os apoiadores a afirmarem que Lula é católico e guiado por valores cristãos, citando ainda a sanção da Lei de Liberdade Religiosa durante seus mandatos anteriores para afastar narrativas contrárias.
O reforço na estratégia ocorre em meio à repercussão de uma fake news disseminada nas redes sociais envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida. Levantamento do Instituto Democracia em Xeque apontou que o tema gerou quase um milhão de publicações em poucos dias, levando o próprio presidente a repudiar os ataques durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band.
No campo econômico, o guia orienta os militantes a evitarem discussões sobre macroeconomia e focarem nas dificuldades cotidianas dos eleitores, como o preço dos alimentos. A publicação sugere destacar propostas concretas para diferentes públicos, mencionando o programa Pé-de-Meia para estudantes, o debate sobre o fim da escala 6x1 e a Medida Provisória enviada ao Congresso para coibir o avanço das apostas esportivas, as chamadas bets.
A ofensiva da campanha petista busca consolidar votos em segmentos específicos demonstrados em pesquisas recentes, como levantamentos do Instituto Quaest que apontaram oscilações nas intenções de voto entre católicos e evangélicos. Com a proximidade do pleito, a coordenação da campanha avalia cenários para uma eventual vitória antecipada e planeja os próximos passos da reta final da disputa eleitoral.
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