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O presidente nacional do PT, Edinho Silva, afirmou nesta sexta-feira (2 de outubro de 2026) que a legenda não trava uma disputa direta contra o candidato Flávio Bolsonaro (PL), mas sim contra um “sentimento de mudança” presente na sociedade brasileira. Segundo o dirigente petista, o parlamentar atua como o principal “catalisador desse movimento” na corrida eleitoral.
As declarações foram dadas a jornalistas em São Paulo, momento em que o dirigente aproveitou para intensificar as críticas ao principal opositor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para o comando petista, o cenário exige uma estratégia focada em contrapor as bases de sustentação da direita e apresentar realizações do governo federal.
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Durante o encontro com a imprensa, Edinho associou o adversário a milícias e questionou a legitimidade de propostas na área de segurança pública. “Nosso adversário tem relação com milícias. Quem tem relação com milícias não tem autoridade para sequer apresentar um projeto de segurança pública”, declarou o presidente da sigla.
A crítica faz referência a episódios do passado político de Flávio Bolsonaro, incluindo a concessão da Medalha Tiradentes em 2005, quando ele era deputado estadual no Rio de Janeiro. A honraria foi entregue a Adriano da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar fluminense e apontado pelo Ministério Público como integrante de milícia, que acabou morto em fevereiro de 2020 durante operação policial na Bahia.
Na época, investigações também apontaram a presença de familiares de Adriano no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Em sua defesa sobre a homenagem, Flávio argumentou anteriormente que o homenageado era um policial reconhecido no Bope e que não havia restrições contra ele naquele período.
Além das críticas de segurança, o dirigente do PT questionou a viabilidade programática da oposição. “Como uma direita de inspiração fascista vai fazer reforma político-eleitoral?”, questionou Edinho Silva, elevando o tom do debate político para o pleito de 2026.
Apesar das críticas, o comando petista demonstra otimismo em relação a um eventual segundo turno. Segundo Edinho Silva, o presidente Lula chega em condições vantajosas na disputa final devido à articulação de palanques estaduais construída pelo partido desde o ano passado.
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