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A prisão do ex-vereador Milton Leite (União Brasil) começa a desestruturar a sólida engrenagem política que ele construiu ao longo dos anos em São Paulo. O dirigente partidário será destituído dos cargos de comando e deve perder espaço em indicações estratégicas nos governos estadual e municipal, segundo apontam fontes de bastidor.
Com a queda, Milton deixará a presidência compartilhada da Federação União Progressista, que une União Brasil e PP. Embora o deputado federal Maurício Neves (PP) figure como presidente oficial da federação no registro, o controle político era dividido. A escolha de um substituto para ocupar esse espaço ficou para depois das eleições de outubro.
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Além disso, o político também vai deixar o comando do diretório estadual do União Brasil logo após o primeiro turno. A legenda tenta blindar suas candidaturas na reta final da campanha. A situação preocupa a cúpula partidária justamente pelo impacto direto sobre os projetos eleitorais da família, já que Alexandre Leite disputa vaga de deputado estadual e Milton Leite Filho concorre a deputado federal.
Nos governos executivos, a limpeza de aliados já começou a ser desenhada. Integrantes do governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos) relataram que nomes indicados pelo ex-vereador em pastas como habitação e na estrutura da CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo) devem perder os cargos nos próximos dias, embora o Palácio dos Bandeirantes evite reconhecer oficialmente a ligação política.
Dentro da Câmara Municipal, onde Milton reinava como uma das principais figuras do Centrão, o impacto foi imediato. A prisão implodiu um acordo que previa alternância no comando da Casa e colocava o grupo dele na fila pela presidência. Com o enfraquecimento do arranjo, o vereador João Jorge (MDB), aliado do prefeito Ricardo Nunes (MDB), ganha força e já surge como favorito para assumir o comando legislativo em 2027, resumindo o momento com uma frase contundente nos corredores: “O império está desmoronando”.
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