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A pastora e publicitária Sarah Lole, de 31 anos, tornou-se uma voz ativa do conservadorismo religioso no Rio de Janeiro ao rejeitar abertamente a esquerda, o feminismo e a liberação de armas no país. O seu cotidiano e as suas escolhas políticas são guiados por uma visão estrita da fé cristã, que a levou a abandonar planos de carreira corporativa para atuar nas redes sociais do pastor Silas Malafaia, tio de seu padrasto e líder da igreja Vitória em Cristo.
Filha de um coronel da Polícia Militar, Sarah cresceu frequentando a Assembleia de Deus da Penha e relata ter enfrentado períodos de afastamento da religião na juventude, marcados por relacionamentos difíceis. Ela afirma que encontrou estabilidade emocional após se reaproximar da fé e conhecer o atual marido, Matheus, com quem se casou em 2019 e planeja ter filhos. Atualmente, a rotina profissional da publicitária, que já passou por empresas como a L’Oréal, resume-se ao home office voltado para a comunicação religiosa.
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No âmbito familiar, Sarah interpreta a submissão feminina prevista na Bíblia não como inferioridade, mas como uma aliança para cumprir a mesma missão ao lado do marido. Ela critica frontalmente o feminismo por considerar que o movimento corrompe a harmonia dos lares e afasta as mulheres dos valores tradicionais. Para ela, o crescimento da cultura secular tenta apagar a distinção entre o estilo de vida cristão e o restante da sociedade, gerando o que define como um evangelho secularizado.
Embora afirme que a igreja é aberta a todos, inclusive a pessoas da comunidade LGBTQIA+, ela sustenta que a conversão deve gerar uma mudança radical de comportamento. A pastora relata que sente preconceito social por ser evangélica, estigma que atribui à incompreensão da sociedade sobre as escolhas de sua comunidade. Suas preocupações com a segurança pública, por sua vez, derivam de um episódio traumático de violência urbana vivido na infância, quando foi assaltada a caminho de um culto.
No debate político, Sarah afasta soluções simplistas para a criminalidade e defende que o combate à violência exige investimentos em educação e oportunidades, rejeitando a ampliação do porte de armas por avaliar que a população brasileira não possui maturidade para tal. Em contrapartida, ela apoia firmemente a Lei Maria da Penha e defende a prisão rigorosa de agressores de mulheres, dissociando a punição legal da crença religiosa.
Historicamente influenciada pela oposição à esquerda e por sua formação conservadora, Sarah confirma que votará em Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições e enxerga no bolsonarismo o único instrumento viável para proteger a família, a pátria e a religião. Para a pastora, a participação ativa dos evangélicos na política deixou de ser tabu e passou a ser uma necessidade incontornável para frear o avanço de pautas progressistas no Brasil.
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