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O presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques, suspendeu neste sábado um jingle da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva que atacava diretamente o senador Flávio Bolsonaro. A peça publicitária questionava o parlamentar sobre a compra de imóveis em dinheiro vivo, supostas rachadinhas e ligações com o caso do Banco Master.
A decisão atinge em cheio a estratégia de comunicação da coligação governista na reta final da disputa e impõe limites rígidos ao uso de ataques pessoais na propaganda eleitoral gratuita. Para o magistrado, o conteúdo ultrapassou os limites da crítica política aceitável ao incorrer em descontextualização grave da honra do representante.
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No centro da suspensão está a letra da música utilizada pela campanha petista, que disparava uma série de questionamentos incômodos. “Quem pediu Daniel Vorcaro R$ 61 milhões pra fazer o filme do pai? Foi o Flávio Bolsonaro. Quem teve vários depósitos em dinheiro na loja de chocolate? Foi o Flávio Bolsonaro”, dizia o trecho censurado pela Corte.
A propaganda também resgatava homenagens prestadas no passado pelo senador ao ex-capitão do Batalhão de Operações Policiais Especiais Adriano da Nóbrega, apontado pelas autoridades como uma das principais lideranças do crime organizado no Rio de Janeiro antes de ser morto em confronto com a polícia.
Ao fundamentar a medida cautelar, Nunes Marques apontou que a narrativa construída pela peça continha elementos capazes de induzir o eleitorado ao erro por meio de associações distorcidas. A defesa da campanha de Lula ainda pode recorrer da decisão colegiada nos próximos dias.
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