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A Nova Zelândia se prepara para realizar eleições parlamentares em 7 de novembro deste ano, com pesquisas apontando um cenário de equilíbrio muito apertado entre os blocos de esquerda e de direita. O resultado nas urnas definirá o próximo governo por meio do sistema eleitoral conhecido como MMP, sigla em inglês para representação proporcional mista, modelo que torna as coalizões uma verdadeira norma política no país há três décadas.
O sistema MMP substituiu o antigo modelo britânico de voto majoritário após fortes pressões e recomendações de uma comissão oficial preocupada com a exclusão de legendas menores. Originário da Alemanha, o modelo exige que o eleitor faça duas escolhas distintas no dia da votação: uma para o candidato do seu distrito eleitoral e outra diretamente para o partido político de preferência.
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Nesse formato, os candidatos mais votados nos 71 distritos eleitorais assumem suas cadeiras automaticamente no Parlamento, enquanto as demais vagas são distribuídas por listas partidárias para refletir proporcionalmente os votos nacionais. Para garantir assento na casa legislativa unicameral, que normalmente conta com 120 cadeiras, os partidos precisam atingir a cláusula de barreira de 5% dos votos de legenda ou conquistar pelo menos uma cadeira distrital.
A dinâmica do MMP faz com que legendas menores exerçam um papel absolutamente decisivo na formação de governos e na construção de maiorias parlamentares. O partido New Zealand First, por exemplo, já atuou como fiel da balança ao apoiar o Partido Nacional após o pleito de 1996 e o Partido Trabalhista em 2017, enquanto o Te Pāti Māori e o Opportunity Party também costumam influenciar diretamente as negociações.
A imprevisibilidade do sistema ficou evidente na eleição de 2017, quando o Partido Nacional conquistou 56 cadeiras contra 46 dos trabalhistas, mas acabou ficando fora do poder por não atingir a maioria necessária. Na ocasião, o Partido Trabalhista articulou uma bem-sucedida coalizão com o New Zealand First e garantiu apoio orçamentário dos Verdes para assumir o comando do país.
Especialistas apontam que a distribuição de cadeiras pode sofrer novas distorções, como ocorreu em 2023, quando o Te Pāti Māori obteve seis assentos distritais mesmo alcançando apenas 3,1% dos votos de legenda. O pleito de novembro promete repetir essas reviravoltas e consolidar a tradição de governos coalizados na política neozelandesa.
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