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Desde a primeira eleição direta para presidente após a ditadura militar, em 1989, o candidato que venceu a disputa em Minas Gerais também foi eleito para o comando da República. A diversidade social, econômica e regional do território mineiro funciona como um verdadeiro espelho do Brasil, com percentuais de votação que frequentemente acompanham os resultados nacionais de forma muito próxima.
Especialistas apontam que a localização geográfica e o processo histórico de ocupação ajudam a explicar essa pluralidade nas urnas. O estado faz divisa com seis estados e o Distrito Federal, refletindo influências culturais e econômicas distintas que vão desde o Nordeste até o Sudeste brasileiro, o que molda um eleitorado historicamente disposto a mudar de opinião.
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Na eleição de 2022, por exemplo, o candidato da esquerda obteve 50,21% dos votos válidos em Minas Gerais, enquanto no total do país alcançou 50,90%. Já o candidato da direita registrou 49,79% no estado contra 49,10% nacionalmente, demonstrando a precisão com que o colégio eleitoral mineiro antecipa os rumos da política brasileira.
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