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Os cinco maiores doadores das eleições de 2026 destinaram, juntos, R$ 22 milhões para financiar campanhas e partidos políticos em todo o país, segundo dados preliminares do sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral. Desde 2015, vale lembrar, o Supremo Tribunal Federal proíbe o repasse de recursos por parte de pessoas jurídicas, o que concentra o protagonismo financeiro nas mãos de grandes empresários que atuam como pessoas físicas.

O empresário Rubens Ometto, que preside os conselhos da Cosan, Raízen e Comgás, encabeça a lista ao injetar R$ 6 milhões em diferentes candidaturas. Em 2022, Ometto já havia figurado como o maior doador pessoa física daquele pleito, quando desembolsou um total de R$ 8,9 milhões para apoiar nomes na disputa eleitoral.

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Nesta rodada de repasses, o empresário direcionou R$ 1 milhão para o diretório nacional do MDB, além de destinar verbas para siglas como PL do Tocantins, PP de Mato Grosso do Sul e Republicanos do Mato Grosso. No plano majoritário estadual, Ometto repassou R$ 150 mil para Mateus Simões, candidato ao governo de Minas Gerais pelo PSD.

O leque de beneficiados pela fortuna do empresário inclui ainda parlamentares federais de diferentes espectros políticos. Foram contemplados nomes como o deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), Carlos Zarattini (PT-SP), Antonio Carlos (Podemos-SP), além de candidatos como Levi Oliveira (PP-SE), Marcelo Rangel (PSD-PR), Silvio Costa Filho (Republicanos-PE), Onyx Lorenzoni (PP-RS) e Hugo Leal (PSD-RJ).

Outros grandes nomes do empresariado brasileiro também aparecem com destaque no sistema da Justiça Eleitoral, como os irmãos fundadores da Grendene e o construtor Luciano Franco Barreto, que concentraram recursos em redutos estratégicos de suas atuações regionais. Os dados de prestação de contas continuam sujeitos a atualizações conforme novas parciais sejam enviadas ao TSE.

Procurada pelo portal, a assessoria de imprensa de Rubens Ometto informou que todas as doações realizadas ocorrem em caráter estritamente pessoal e cumprem rigorosamente a legislação do Tribunal Superior Eleitoral. Já a Grendene preferiu não emitir nenhum posicionamento oficial sobre os repasses financeiros identificados na plataforma eleitoral.

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