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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva questionou publicamente a fé do ex-presidente Jair Bolsonaro durante um evento realizado na Fundição Progresso, situada na cidade do Rio de Janeiro. A declaração ocorreu em um ato político que reuniu diversos nomes conhecidos da cultura brasileira e aliados do governo na quarta-feira.
O chefe do Executivo criticou duramente a forma como apoiadores de políticos de direita tratam os artistas, afirmando que existe uma narrativa que tenta associar a produção cultural a práticas demoníacas. No discurso, Lula subiu o tom contra o principal adversário político e colocou em dúvida a coerência de Bolsonaro ao invocar discursos religiosos.
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“Um cidadão que não acredita em Deus. Você acha que o Bolsonaro acredita em alguma coisa? Um cara que mandou o filho disputar com a mãe? O cara orientou o filho a disputar com a mãe e que vença o melhor? Você acha que é normal esse cidadão falar em nome de Deus?”, declarou o presidente perante a plateia de artistas e simpatizantes.
Durante o evento, Lula também relembrou episódios de hostilidade sofridos por figuras da MPB no início do movimento bolsonarista. O petista citou nominalmente o cantor Chico Buarque, mencionando que soube pela imprensa quando o compositor foi ofendido por um cliente em um restaurante no Rio de Janeiro, classificando o autor da agressão como alguém sem limites.
O ato político no Rio contou com presenças de destaque da política local e nacional, como a primeira-dama Janja Lula da Silva, a ministra da Cultura Margareth Menezes, a deputada federal e candidata ao Senado Benedita da Silva e o prefeito Eduardo Cavaliere. Houve expectativa inicial para a participação dos baianos Caetano Veloso e Maria Bethânia, mas ambos não compareceram à agenda na Fundição Progresso.
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