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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta quinta-feira (24) que o Brasil precisa desenvolver inteligência artificial em língua portuguesa para reduzir a dependência de tecnologias dos Estados Unidos e da China. A manifestação ocorreu durante um comício realizado na Praça Marechal Deodoro, em Maceió, Alagoas, a apenas dez dias do primeiro turno das eleições.

Ao abordar temas de educação e qualificação profissional, o petista enfatizou que o país deve preparar os jovens para atuar em setores estratégicos como indústria digital, transição energética, minerais críticos e inteligência artificial.

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Segundo o presidente, a capacitação da mão de obra nacional é o caminho para evitar que o Brasil fique dependente de potências estrangeiras. “Eu quero inteligência artificial em língua portuguesa e não em inglesa ou chinesa”, afirmou o candidato à reeleição durante o ato político.

Essa diretriz alinha-se ao Plano Brasileiro de Inteligência Artificial, conhecido como PBIA, que prevê investimentos de cerca de R$ 23 bilhões até 2028. O programa estabelece o desenvolvimento de modelos avançados de linguagem treinados com dados nacionais e voltados à diversidade cultural do país.

Como parte dessa estratégia, o governo federal anunciou em agosto a implantação de um supercomputador para treinar modelos avançados de IA, além de trabalhar na criação da Nuvem Brasileira em parceria com órgãos como Serpro, BNDES e ABDI.

O evento político em Alagoas contou com a presença de aliados locais, incluindo o candidato ao governo Renan Filho, o governador Paulo Dantas e o senador Renan Calheiros. Antes do discurso de Lula, a primeira-dama Janja Lula da Silva também discursou, pediu votos para o presidente e fez críticas a adversários políticos.

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