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De 16 de agosto, data de início da campanha eleitoral de 2026, a 3 de setembro, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de 37 eventos oficiais. No período, o petista priorizou as áreas de infraestrutura, com seis compromissos, saúde, com cinco, e educação, também com cinco registros na agenda oficial.
O levantamento foi elaborado com base nos compromissos divulgados pelo sistema E-Agendas, contabilizando visitas, apresentações, reuniões abertas, anúncios e assinaturas de decretos, sanções e medidas provisórias. A concentração de esforços nesses setores reflete a estratégia do Palácio do Planalto para manter o chefe do Executivo em evidência perante o eleitorado.
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Como o presidente não pôde fazer inaugurações oficiais por causa do período do defeso eleitoral, que começou em 4 de julho e vai até 25 de outubro, a estratégia foi buscar outros formatos de agenda. Lula aproveitou visitas a universidades, hospitais e canteiros de obras para discursar e, frequentemente, emendou os compromissos institucionais com atos políticos, caminhadas e comícios nos estados.
Além dos três principais pilares da agenda, o levantamento aponta a realização de eventos voltados à economia, com quatro registros, energia e defesa, ambos com três, além de pautas como bets, meio ambiente e mulheres, que somaram dois registros cada. Nos bastidores, a avaliação é de que todos os temas selecionados possuem forte apelo eleitoreiro para a disputa de um inédito quarto mandato presidencial.
O Distrito Federal concentrou a maior parte dos compromissos presidenciais no período, com 14 dos 37 eventos registrados, seguido por São Paulo, que recebeu oito compromissos. No cenário internacional, o presidente realizou uma única viagem ao exterior, passando por Nova York entre os dias 20 e 22 de setembro para participar da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas.
Analistas apontam que a distribuição dos temas na agenda busca responder às principais preocupações do eleitorado, embora alguns assuntos cruciais tenham tido menor espaço físico na rotina presidencial recente. A segurança pública, apontada em pesquisas como a principal preocupação dos brasileiros, apareceu apenas uma vez na agenda oficial do presidente nos últimos 49 dias analisados.
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