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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva injetou ao menos R$ 411,2 bilhões em programas sociais, incentivos fiscais e obras em 2026, a apenas sete dias das eleições em que tentará um quarto mandato inédito. O montante reúne acenos voltados à população de baixa renda e à classe média, com anúncios concentrados na reta final do primeiro turno.
A cartada mais recente do governo ocorreu na última sexta-feira (25), com o lançamento do Desenrola 3.0, programa orçado em R$ 15 bilhões para comprar dívidas bancárias com descontos de até 90%. No mesmo evento, o petista oficializou a proibição das apostas esportivas de cota fixa, as chamadas bets, buscando estancar o desgaste do endividamento das famílias com os jogos online.
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Entre as principais medidas de apelo popular figuram o reajuste de 15% no Bolsa Família, com impacto financeiro de R$ 5,8 bilhões, e a ampliação do programa Minha Casa, Minha Vida, que recebeu R$ 24,8 bilhões adicionais. Para o setor de infraestrutura e habitação, o governo lançou também o Reforma Casa Brasil, voltado à melhoria de residências, somando R$ 40 bilhões.
Na área tributária, a principal aposta da gestão petista foi a ampliação da isenção do Imposto de Renda para rendimentos de até R$ 5.000 mensais, além da criação de um desconto progressivo para quem ganha até R$ 7.350. A mudança passou a vigorar em fevereiro e alcançou cerca de 16 milhões de brasileiros. No ambiente empresarial, o Palácio do Planalto turbinou o Nova Indústria Brasil com R$ 140 bilhões e destinou R$ 15 bilhões ao Plano Brasil Soberano para apoiar exportadores afetados por tarifas dos Estados Unidos.
Apesar do volume expressivo de recursos, o impacto nas pesquisas eleitorais permanece apertado. Levantamento do PoderData/Aya divulgado na quinta-feira (24) aponta empate técnico no segundo turno entre Lula, com 45% das intenções de voto, e o senador Flávio Bolsonaro (PL), que soma 46%. No primeiro turno, o cenário também é de igualdade dentro da margem de erro de 1,8 ponto percentual, com o atual presidente registrando 41% contra 39% do adversário do PL.
Procurada para comentar a soma das medidas, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) contestou a classificação dos investimentos como um “pacote de bondades”. Em nota enviada ao portal Poder360, o órgão afirmou ser “descabida e metodologicamente insustentável a tentativa de apresentar como ‘pacote da bondade’ um conjunto de políticas públicas de naturezas, objetivos e fontes de financiamento completamente distintos, muitas em andamento há anos”.
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