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Mais de 50% dos eleitores brasileiros desaprobam o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, segundo uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira (23) pela AtlasIntel. Apesar da alta taxa de reprovação ao Executivo federal, o cenário para a disputa presidencial permanece altamente competitivo, com os dois principais nomes na corrida polarizados e empatados técnica e numericamente tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Os dados levantados pelo instituto mostram que, na simulação de primeiro turno, o presidente Lula lidera com 45,8% das intenções de voto. Logo atrás aparece o ex-deputado Flávio Bolsonaro, pontuando com 43,4%, consolidando uma disputa acirrada desde a primeira etapa do pleito nacional.
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Atrás dos dois líderes, o levantamento registra outros nomes na corrida ao Palácio do Planalto. Renan Santos aparece na terceira posição com 4,5% da preferência do eleitorado, seguido por Augusto Cury, do Avante, com 2,1%, e Ronaldo Caiado, do PSD, com 1,3%. Outros postulantes como Romeu Zema registraram 0,9%, enquanto Clariana Barão e Samara Martins empataram com 0,4%, e os candidatos Edmilson Costa, Costa Pimenta e Wilson Grassi não pontuaram.
Já no cenário de segundo turno, a pesquisa revela uma inversão em relação à rodada anterior realizada em 16 de setembro, quando Flávio Bolsonaro liderava com 47,2% contra 46,8% de Lula. Na medição atual, o petista recupera a liderança numérica ao atingir 47,7%, enquanto o oposicionista marca 47,4%, mantendo a disputa rigorosamente empatada na margem de erro.
Para o analista político Rafael Cortez, ouvido no programa Hora H, a direção do movimento captado pelos dados não representa nenhuma surpresa e reflete a dinâmica histórica do voto útil na política brasileira. Cortez explicou que, como a maioria expressiva do eleitorado reprova a gestão petista, esse fluxo tende naturalmente a se direcionar para o campo oposicionista em busca de alternativa.
No entanto, o especialista aponta um fator crítico que explica por que a impopularidade governamental não se converte em vantagem folgada para a oposição. Tanto Lula quanto Flávio Bolsonaro carregam índices de rejeição extremamente elevados e equiparáveis, o que gera uma espécie de angústia no eleitor que deseja mudar o comando do país, mas não encontra plena segurança na alternativa apresentada pela direita.
Cortez destacou ainda que a avaliação negativa do governo continua sendo o principal condicionante do voto no Brasil atual. Conforme sua análise, se o Palácio do Planalto falhar em recuperar pontos cruciais de popularidade perante a sociedade, cresce o risco real de Lula fracassar na tentativa de conquistar um quarto mandato presidencial nas urnas.
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