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A campanha presidencial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou para o horário eleitoral na televisão, na noite de terça-feira (29), o embate entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). A estratégia petista mirou o eleitorado religioso ao repudiar publicamente as declarações recentes do parlamentar de oposição contra a cúpula da Igreja Católica no país.

A ofensiva de Lula ocorre após Flávio Bolsonaro acusar o PT, no domingo (27), de usar integrantes da CNBB para espalhar o boato de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de padroeira do Brasil. A CNBB negou qualquer participação no caso. Nos bastidores de Brasília, a reação do senador foi considerada um erro tático e classificada como “desastrosa” por seus próprios aliados, que viram um desgaste desnecessário com os católicos.

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No programa televisivo, a campanha de Lula abriu o bloco com a leitura de uma contundente nota de repúdio às falas de Flávio. “É inaceitável que um candidato desrespeite religiosos por interesses eleitoreiros. Quando um político ataca uma religião, todas as religiões são atacadas também”, declarou o narrador da peça publicitária, que terminou com um gesto de solidariedade aos bispos católicos e aos devotos da padroeira nacional.

Além do embate religioso, o programa do petista buscou desgastar a imagem de Flávio Bolsonaro associando-o ao mercado de jogos de azar. A propaganda recuperou declarações antigas do senador em defesa do projeto que autoriza resorts integrados com cassinos no Brasil. “Será que Flávio Bolsonaro está ao lado das bets ou da sua família?”, questionou a narradora, explorando a recente decisão do governo federal de proibir o funcionamento de centenas de bets irregulares no país, anunciada na sexta-feira (25).

O programa também foi usado por Lula para fazer um balanço de promessas e reforçar sua despedida das urnas. “Essa é minha última eleição e o meu último governo será o mais importante de todos”, afirmou o presidente na peça, que prometeu a universalização do programa Pé-de-Meia, isenção de imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil e imposto zero para a cesta básica a partir de janeiro de 2027. Pressionado, Flávio Bolsonaro reagiu nas redes sociais fazendo um apelo por voto útil de seus eleitores.

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