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A sucessão de ações judiciais movidas pelo candidato ao governo de Alagoas, João Henrique Caldas, o JHC, do PSDB, contra jornalistas, veículos e comunicadores transformou-se em um dos pontos mais controversos da campanha eleitoral no estado. O volume de processos chama a atenção pelo impacto direto na atuação da imprensa local e regional.
O fenômeno ganhou dimensão nacional após um levantamento detalhado divulgado pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo, a Abraji. Os dados revelam um cenário de forte pressão sobre profissionais da imprensa.
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Conforme o mapeamento da entidade, foram ajuizadas exatas 183 ações por parte de JHC, da Federação PSDB/Cidadania e da coligação Alagoas Gigante. Os alvos principais dessa ofensiva jurídica são empresas de comunicação e profissionais da imprensa que cobrem a política alagoana.
O uso recorrente do aparato judicial contra a atividade jornalística tem sido apontado por críticos como uma estratégia de censura indireta. A intenção, segundo avaliações do setor, seria abafar suspeitas e investigações sobre a gestão e a trajetória do político.
A investida jurídica continua repercutindo no meio jornalístico e político, alimentando debates sobre os limites da liberdade de imprensa e o uso da Justiça durante o período eleitoral no país.
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