Espaço reservado para anúncio

Fernando Haddad e Tarcísio de Freitas protagonizaram um embate direto sobre o manejo das contas públicas do governo federal e a condução da política econômica durante o bloco de tema livre de um debate eleitoral. O confronto colocou frente a frente a defesa do atual modelo fiscal da gestão petista e críticas severas da oposição ao controle de gastos da União.

Tarcísio de Freitas, incumbente do Palácio dos Bandeirantes, classificou o novo arcabouço fiscal como “frouxo” e apontou que os limites estipulados foram violados logo na largada. Segundo o governador paulista, a condução econômica atual gera uma questão fiscal delicada que impacta diretamente a taxa de juros no país.

Espaço reservado para anúncio

Em resposta, o ex-ministro da Fazenda tentou nacionalizar o debate e questionou a postura econômica da oposição ao evocar a figura do presidente argentino, Javier Milei. Haddad acusou o grupo adversário de querer destruir conquistas econômicas e disparou perguntas sobre a aplicação de um modelo liberal severo no Brasil, criticando medidas de corte de gastos e subsídios sociais implementadas no país vizinho.

A discussão ganhou tom mais áspero quando Haddad associou os planos da oposição a imagens de crise, enquanto Tarcísio saiu em defesa do modelo argentino. O governador de São Paulo argumentou que Milei assumiu uma situação extremamente complexa e está obtendo resultados positivos, contrapondo o cenário com o panorama brasileiro atual, que, segundo ele, apresenta economia patinando e empresas quebrando.

O debate econômico também esbarrou em indicadores nacionais recentes, com Tarcísio associando o descontrole dos gastos públicos aos juros elevados. Atualmente, após cinco cortes consecutivos pelo Banco Central, a taxa básica Selic está fixada em 13,75%, enquanto o país lida com índices elevados de inadimplência registrados pela autoridade monetária.

Espaço reservado para anúncio