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O candidato à Presidência pelo PL, Flávio Bolsonaro, afirmou nesta segunda-feira (21) que, caso seja eleito, adotará uma postura estritamente pragmática na relação econômica com a China. A declaração foi feita durante um comício realizado em Natal, no Rio Grande do Norte, marcando o tom da campanha presidencial da direita para a política externa.
Durante o evento, o parlamentar criticou duramente a diplomacia do atual governo liderado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT. Segundo o candidato liberal, a gestão petista adota uma postura de confronto desnecessário com os Estados Unidos e de submissão aos interesses chineses.
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A investida de Flávio Bolsonaro ocorre em um momento de atenção internacional. Informações da CNN apontam que o governo da China tem monitorado de perto os passos e discursos da campanha presidencial do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, demonstrando cautela diante de um histórico de declarações abertamente pró-Estados Unidos.
Apesar das divergências retóricas que marcaram o primeiro biênio da gestão passada, interlocutores do governo chinês avaliam reservadamente que os laços comerciais e estratégicos com o Brasil trazem benefícios mútuos de longo prazo e mantêm relevância, especialmente considerando a presidência do Brics prevista para 2027.
Enquanto o programa de governo apresentado por Flávio prioriza a retomada do processo de adesão do Brasil à Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) sem mencionar o bloco dos Brics, o candidato reforçou que buscará parcerias globais com nações desenvolvimentistas focadas em investimentos e transferência de tecnologia.
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