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O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro publicou um vídeo nas redes sociais nesta sexta-feira, dia 2 de outubro de 2026, no qual acusa o presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva de contar com o apoio de “amigos no Judiciário” para interferir no pleito eleitoral. A declaração do parlamentar do PL ocorreu logo após uma série de decisões judiciais que provocaram forte repercussão na corrida presidencial.
As críticas do candidato foram impulsionadas pelo cancelamento do debate que seria realizado pela TV Globo na noite de quinta-feira, dia 1 de outubro, às 21h30. A emissora decidiu suspender o encontro televisivo citando grave insegurança jurídica, após determinação da ministra Estela Aranha, do Tribunal Superior Eleitoral, que proibiu a exibição do púlpito reservado a Lula e impediu que os demais concorrentes fizessem perguntas direcionadas ao petista ausente.
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A decisão do TSE gerou impasse porque as regras do debate, incluindo o uso do púlpito vazio e as regras para questionamentos, já haviam sido formalmente aceitas e assinadas por todos os partidos políticos envolvidos na disputa, inclusive pelo Partido dos Trabalhadores. Para Flávio Bolsonaro, o episódio representou um movimento brusco e obsceno contra a liberdade de imprensa e o equilíbrio do processo democrático.
Durante sua manifestação pública, o senador comparou a disputa eleitoral a uma partida de futebol e convocou os eleitores a agirem como o árbitro de vídeo. “Foi um gol de mão do Lula, e você é o VAR. É você que vai dar a decisão final se esse gol de mão vai ser anulado ou não”, afirmou o candidato, fazendo um apelo direto para que o eleitorado concentre votos nele já no primeiro turno do próximo domingo, dia 4 de outubro.
Enquanto a campanha avança para a reta final da primeira etapa do pleito, o cenário político permanece altamente polarizado. Pesquisas recentes divulgadas pelo Datafolha indicam que tanto Flávio Bolsonaro quanto Luiz Inácio Lula da Silva lideram os índices de rejeição do eleitorado brasileiro, ambos marcando 45% de rejeição, o que intensifica a disputa voto a voto nos últimos dias antes da votação.
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