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Uma fake news envolvendo o candidato Flávio Bolsonaro e o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil alcançou 977,6 mil publicações e 8,5 milhões de interações nas redes sociais desde a noite da última quinta-feira. O volume expressivo de dados foi contabilizado pelo Instituto DX (Democracia em Xeque) e coloca o episódio como o terceiro maior evento político monitorado ao longo de 2026, ficando atrás apenas de disputas envolvendo o Supremo Tribunal Federal.

A controvérsia teve início após uma declaração da jornalista Maria Cristina Fernandes durante o programa “Em Pauta”, da GloboNews, na noite de 24 de setembro. A fala acabou associada nas plataformas digitais à possibilidade de Flávio retirar de Nossa Senhora Aparecida o título oficial de padroeira do país, mobilizando rapidamente o eleitorado católico e perfis de diferentes correntes ideológicas.

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Durante a madrugada seguinte, a emissora corrigiu a informação no ar e pediu desculpas aos telespectadores. A investigação e o debate público resgataram que a proposta original tratava-se, na verdade, do Projeto de Lei 2.623 de 2007, de autoria do então deputado federal Victório Galli, o qual foi arquivado pela Câmara dos Deputados em agosto de 2008 sem qualquer relação com a família Bolsonaro.

Diante da repercussão negativa, a campanha de Flávio reagiu fortemente para conter os danos eleitorais, negando a autoria ou apoio a qualquer iniciativa do tipo e atacando a cobertura inicial da imprensa. Além da reação política, a defesa acionou a Justiça Eleitoral para derrubar conteúdos considerados inverídicos que circulavam na internet.

O ministro André Mendonça, do Tribunal Superior Eleitoral, atendeu aos pedidos da campanha e determinou a remoção de publicações que associavam o candidato à suposta intenção de retirar o título da santa. A decisão judicial alcançou mais de mil links e determinou que as plataformas atuassem contra novas reproduções, gerando um desdobramento sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral.

Com a ordem de remoção de conteúdos, a discussão digital mudou de eixo e passou a incorporar também críticas à censura e à atuação do TSE. Nomes conhecidos da internet foram alvos das determinações de exclusão de postagens, enquanto a articulação política nas redes se dividiu entre a esquerda, que puxou o eixo crítico sobre o título religioso, e a extrema-direita, focada em defender o candidato e atacar a imprensa.

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