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Uma nova pesquisa divulgada nesta quarta-feira mostra que o eleitorado brasileiro está praticamente dividido sobre a responsabilidade política no escândalo de fraudes financeiras do Banco Master. O levantamento aponta que 43,8% dos entrevistados enxergam uma maior ligação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro com as irregularidades investigadas.

Por outro lado, o índice daqueles que apontam os aliados do atual governo, liderado por Luiz Inácio Lula da Silva, é extremamente próximo, atingindo 43,4% das respostas. A margem estreita evidencia a polarização política que continua ditando o termômetro da opinião pública no país diante de crises institucionais.

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A pesquisa foi realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, ouvindo 5.015 pessoas em todo o território nacional. As entrevistas ocorreram entre os dias 17 e 22 de setembro, captando o pulso da população em meio aos desdobramentos recentes do caso financeiro.

Além dos dois principais blocos políticos, fatias menores do eleitorado apontaram outras direções sobre o esquema. Para 10,6% dos participantes, os aliados de ambas as correntes políticas estão igualmente implicados nas fraudes, enquanto apenas 1,6% direciona a culpa para partidos do Centrão.

O levantamento possui margem de erro de um ponto percentual para mais ou para menos, com nível de confiança estipulado em 95%. A pesquisa está devidamente registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o código BR-04739/2026, servindo de base para análises sobre o impacto eleitoral da crise.

Especialistas apontam que a divisão simétrica nas respostas reflete o enraizamento das bases eleitorais e a forma como narrativas opostas conseguem mobilizar diferentes parcelas da sociedade. Os próximos desdobramentos das investigações devem continuar testando a ressonância desse tema junto aos eleitores.

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