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O eleitorado brasileiro residente no exterior atingiu a marca de 918.876 pessoas aptas a votar nas eleições de 2026, conforme dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral. Fora do país, a participação restringe-se exclusivamente à escolha para a Presidência da República, mobilizando uma base que supera o tamanho de diversos estados brasileiros.
O perfil predominante desse grupo é composto por mulheres, que representam 57% do total, equivalendo a cerca de 528 mil votantes, enquanto os homens somam 391 mil, ou 43%. Em termos de estado civil, 52% declaram-se solteiros, 42% casados, 6% divorciados e 1% viúvos, sendo a faixa etária dos 40 aos 44 anos a mais representativa entre os expatriados.
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No quesito escolaridade, o contingente demonstra alto nível de instrução formal: 38% possuem ensino superior completo e 29% completaram o ensino médio. O crescimento desse eleitorado tem sido expressivo ao longo da última década, registrando um salto de 31,82% em comparação com 2022, quando cerca de 697 mil brasileiros estavam habilitados, e praticamente dobrando em relação a 2014, quando o total era de aproximadamente 354 mil.
Geograficamente, os Estados Unidos lideram como o país com mais eleitores registrados, somando 265.437 nomes, seguidos por Portugal, que concentra 134.797 eleitores, o Japão com 88.366 e o Canadá com 46.488. No entanto, o posto de maior colégio eleitoral individual no exterior pertence à cidade de Lisboa, em território português, que contabiliza 78.833 eleitores e um avanço de cerca de 74% frente ao pleito anterior.
Para evitar os problemas logísticos e as longas filas superiores a cinco horas registradas em 2022, quando apenas a Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa funcionou como local de votação, a estrutura para 2026 foi ampliada. O processo ocorrerá em três edifícios da mesma universidade — incluindo a Faculdade de Letras e a Reitoria —, totalizando 207 seções eleitorais distribuídas em 103 urnas eletrônicas.
Segundo o embaixador Alessandro Candeas, Cônsul-Geral em Lisboa, a medida tem o propósito estratégico de distribuir melhor o eleitorado e agilizar o fluxo no dia da votação. Historicamente, o comportamento político desses eleitores varia conforme a região: em 2022, Luiz Inácio Lula da Silva venceu o pleito em Portugal e em Lisboa, enquanto Jair Bolsonaro obteve maior votação nos Estados Unidos e na cidade de Boston.
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