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O ciclo eleitoral de 2026 encerra uma trilogia política iniciada em 2018 e sucedida pelo pleito de 2022, mas carrega o risco de paralisar a governabilidade a partir de 2027. A avaliação é do CEO da consultoria Dharma Politics, Creomar de Souza, em análise divulgada recentemente.
Para o especialista, a combinação de um Supremo Tribunal Federal fragilizado, um Poder Legislativo desgastado e um Poder Executivo enfraquecido compromete seriamente a construção de qualquer institucionalidade sólida no país nos próximos anos.
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Segundo o analista, o cenário político atual desenha uma dinâmica em que o perdedor da disputa presidencial gerará inevitavelmente constrangimentos ao vencedor. “A única condição que se apresenta de maneira firme hoje é que não importa quem vença, quem perde vai criar algum tipo de constrangimento para o vencedor”, afirmou Creomar.
Um dos pontos nevrálgicos levantados pelo especialista diz respeito às consequências diretas de um STF enfraquecido. As deliberações da Corte não se limitam a dirimir questões eleitorais, alcançando áreas vitais como planos de saúde, segurança pública e a regulamentação de diversos setores da economia brasileira.
Além disso, o analista alertou para os riscos de um Congresso Nacional focado exclusivamente nas discussões sobre uma eventual reforma do Judiciário. Com isso, o Legislativo perderia a capacidade de atenção necessária para debater reformas fundamentais para o país, como uma eventual reforma administrativa.
Por fim, a consultoria aponta que um Executivo vencedor por margem muito estreita e contestado tanto judicialmente quanto por movimentações de rua não conseguirá realizar negociações políticas em larga escala, travando a máquina pública logo no início do mandato.
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