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O ex-prefeito de Ananindeua Dr. Daniel Santos (Podemos) oficializou sua candidatura ao governo do Pará para o pleito de 2026 durante a convenção estadual da legenda realizada em 4 de agosto. A chapa tem como candidata a vice Ellayne de Almeida (PL) e integra a coligação batizada de O Pará é do Povo, que reúne siglas como PL, Novo, DC, Solidariedade e PRD. O candidato oposicionista conta com o importante respaldo do senador e presidenciável Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Nascido em Açailândia, no Maranhão, Daniel Barbosa Santos tem 40 anos e mudou-se para terras paraenses ainda na infância, aos três anos de idade. É médico formado pela Universidade do Estado do Pará (UEPA), com especialização em ginecologia e obstetrícia, e iniciou sua trajetória na política institucional em 2012, quando eleito vereador de Ananindeua pelo PSDB. Posteriormente, presidiu a Câmara Municipal e conquistou uma cadeira de deputado estadual em 2018, ano em que também assumiu a presidência da Assembleia Legislativa do Estado do Pará (Alepa).
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Sua transição para o Poder Executivo municipal ocorreu em 2020, já filiado ao MDB, vencendo a disputa pela Prefeitura de Ananindeua logo no primeiro turno com 67,7% dos votos. Em 2024, após migrar para o PSB, garantiu a reeleição ao cargo de prefeito no último ano de seu mandato anterior. No entanto, ele renunciou à chefia do Executivo municipal no início deste ano para viabilizar a atual disputa ao governo estadual pelo Podemos.
Tendo a saúde como uma das principais bandeiras de sua campanha devido à sua formação profissional, o candidato defende um modelo de atendimento capaz de superar as barreiras geográficas impostas pela vasta extensão territorial do Pará, marcada por rios e áreas de floresta densa. Seu plano de governo protocolado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também prioriza áreas como desenvolvimento econômico, educação, segurança pública, infraestrutura e sustentabilidade na Amazônia.
O documento apresentado à Justiça Eleitoral traz um capítulo estratégico denominado “Pará 2030”, focado em transformar o estado ao longo da próxima década. A proposta do grupo político é fazer com que o território paraense deixe de ser reconhecido unicamente por sua grandeza territorial e riqueza em recursos naturais, destacando-se pela excelência nos serviços públicos e pela qualidade de vida oferecida à população.
Apesar do lançamento da candidatura, a trajetória recente do político também foi marcada por turbulências judiciais. Em agosto de 2025, ele foi alvo da Operação Hades, deflagrada pelo Ministério Público do Estado do Pará (MPPA) para investigar suspeitas de corrupção, fraudes em licitações e lavagem de dinheiro durante sua gestão na Prefeitura de Ananindeua. A ofensiva resultou em seu afastamento cautelar determinado pelo Tribunal de Justiça do Pará (TJ-PA), além da apreensão de bens de alto valor, incluindo 16 relógios de luxo avaliados em mais de R$ 3 milhões.
A decisão do Judiciário estadual que afastou o gestor também se amparou em indícios de coação de testemunhas e tentativas de interferir nas investigações em curso. Na época em que a operação veio a público, o ex-prefeito classificou a investida como perseguição política e declarou publicamente que o pedido de seu afastamento baseou-se em uma história mentirosa, sem assegurar o direito prévio de ampla defesa.
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