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A cinco dias do primeiro turno das eleições de 2026, marcado para o próximo domingo (4), o Supremo Tribunal Federal e o Tribunal Superior Eleitoral vivem um momento de grave tensão interna. Ministros das duas cortes divergem frontalmente sobre até onde o STF pode avançar na revisão de decisões da Justiça Eleitoral, fazendo com que o embate extrapole os bastidores institucionais e ganhe espaço público.
Para a analista de política da CNN Clarissa Oliveira, a disputa eleitoral assumiu o controle do Supremo. O fenômeno não é pontual, mas o resultado de uma tendência consolidada ao longo dos últimos meses, onde decisões aparentemente técnicas escondem motivações estritamente políticas e partidárias.
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Episódios recentes, como a polêmica envolvendo a imagem de Nossa Senhora Aparecida e o combate à disseminação de notícias falsas, evidenciam esse movimento mais amplo. A analista destaca que ações de ministros como Flávio Dino e Luiz Fux tornam clara essa contaminação eleitoral dentro da mais alta corte do país.
Segundo Clarissa Oliveira, o pedido feito pelo ministro Gilmar Mendes para uma ação conjunta em precatórios é mais um sintoma dessa corrida. “Ah, é precatório, está falando de precatório. Não, não está falando de precatório, está falando de eleição”, declarou a analista ao citar também referências veladas a contratos milionários e disputas entre alas do tribunal.
A grande diferença em relação a pleitos anteriores é a exposição pública inédita desse conflito. Embora o STF sempre tenha sido composto por indicações políticas de presidentes da República, o jogo de interesses costumava ficar restrito aos corredores, cenário que mudou drasticamente com a atuação atual da Corte.
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