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Um grupo formado por criadores de conteúdo, influenciadores digitais, artistas e comunicadores do campo progressista lançou no domingo uma carta de apoio à candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. O documento apresenta dez compromissos centrais voltados para a agenda de comunicação e tecnologia de um eventual próximo governo, colocando no centro do debate a regulamentação das plataformas digitais e da inteligência artificial.

A iniciativa foi articulada por nomes como Biana, Thiago Guimarães e o Cria Coletivo, reunindo dezenas de assinaturas de peso no ambiente virtual. Entre os signatários estão figuras conhecidas como Nath Finanças, Camila Fremder, Rita Von Hunty, Sabrina Fernandes, Laura Sabino, Lauany Schultz e Orlando Calheiros. De acordo com os organizadores, o bloco de apoiadores soma mais de 12 milhões de seguidores apenas na rede social Instagram.

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O texto da carta detalha exigências específicas para o funcionamento das grandes techs, cobrando transparência radical nos sistemas de recomendação das plataformas. Os criadores pedem acesso a dados detalhados sobre critérios de impulsionamento, restrição e monetização de conteúdos, além de ferramentas que permitam auditorias independentes. Outro ponto levantado é a portabilidade de dados entre diferentes serviços e a garantia de que o usuário possa escolher como os algoritmos organizam seus feeds, incluindo o resgate da opção puramente cronológica.

No campo da inteligência artificial, o manifesto exige regras claras que protejam os profissionais contra a clonagem não autorizada de voz, imagem e identidade. Os signatários querem transparência sobre a utilização de obras protegidas no treinamento de sistemas tecnológicos e a proibição expressa do uso comercial de conteúdos sem o consentimento prévio dos autores. Há ainda propostas voltadas para a criação de uma infraestrutura digital pública baseada em software livre, visando reduzir a dependência nacional de plataformas estrangeiras.

O décimo e último compromisso da carta prevê a criação de uma Mesa Permanente de Criadores Digitais dentro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, por meio da Secretaria de Políticas Digitais. O objetivo é garantir a participação direta de representantes do setor na formulação e no monitoramento de políticas públicas sobre tecnologia. Apesar do forte endosso eleitoral, o documento faz questão de ressaltar que a aliança não elimina a independência crítica do grupo, afirmando que o apoio não significa abrir mão da cobrança ou da autonomia diante do poder público.

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