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A Academia Brasileira de Ciências e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência manifestaram forte preocupação com possíveis interferências externas no pleito brasileiro de 2026. Em nota conjunta divulgada na segunda-feira, as entidades apontaram riscos diretos de pressões políticas e econômicas, além da manipulação do ambiente informacional por meio de plataformas digitais.
Para as principais associações científicas do país, ações externas coordenadas podem comprometer diretamente a soberania nacional, o funcionamento das instituições democráticas e a formação livre da vontade dos eleitores nas urnas. O texto destaca ainda que a escolha dos governantes pertence com exclusividade à população brasileira, rejeitando qualquer condicionamento externo sobre a decisão.
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O manifesto público das entidades ocorre exatamente um dia depois de o presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursar na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. Na tribuna internacional, o petista afirmou que o Brasil não vai tolerar ações de inimigos da democracia, sejam internos ou externos, e criticou duramente a desinformação digital e tentativas de ingerência estrangeira.
No documento, ABC e SBPC também declaram apoio formal à iniciativa do Instituto Vladimir Herzog de levar à Organização das Nações Unidas alertas sobre as ameaças ao processo eleitoral brasileiro. A mobilização pede atenção internacional estrita para garantir o respeito incondicional ao resultado proclamado pela Justiça Eleitoral.
Diante do cenário de riscos tecnológicos e geopolíticos, as instituições científicas apelaram para que órgãos públicos, universidades, sociedade civil organizada e plataformas de tecnologia permaneçam em estado de vigilância constante. O objetivo é assegurar um ambiente público fundamentado em dados confiáveis e na defesa intransigente da democracia.
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