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Os candidatos ao governo do Paraná, Requião Filho (PDT), Sandro Alex (PSD) e Sergio Moro (PL), protagonizaram embates duros nesta terça-feira (29) durante debate promovido pela RPC, afiliada da TV Globo. A transmissão marcou o segundo encontro televisivo da campanha com mais de um concorrente e foi dominada por discussões sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal, alianças políticas e corrupção.
Dividido em quatro blocos sob a mediação da apresentadora Helen Anacleto, o evento deu espaço para perguntas cruzadas entre os participantes. Logo no início, Moro criticou o baixo nível da campanha e apontou relações dos adversários com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, enquanto Sandro Alex rebateu questionando a aproximação do senador com Jair Bolsonaro.
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Um dos momentos mais tensos ocorreu quando Sandro Alex acusou Moro de ter votado a favor da indicação de Flávio Dino ao STF, citando mensagens publicadas pelo jornal O Globo em 2023. O senador negou a acusação, reforçando que o voto no Senado foi secreto. Em resposta, Moro lembrou que assinou um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes e cobrou explicações sobre uma obra de acesso ao resort Tayayá, ligado à família do ministro Dias Toffoli, acusação que Alex classificou como mentira.
O debate também abordou a segurança pública e os dados sobre violência contra a mulher. Moro destacou que o Paraná registrou 6.854 casos de estupro no ano passado e propôs a criação de centros integrados de vigilância eletrônica com inteligência artificial, além de um presídio de segurança máxima. Requião defendeu a prevenção, a adesão a iniciativas federais contra o feminicídio e a construção de um hospital voltado para mulheres e crianças.
A gestão de empresas estatais gerou forte divergência entre os candidatos. Requião criticou a privatização da Copel e a priorização do lucro para acionistas, culpando a administração estadual pelas altas tarifas. Tanto Moro quanto Alex debateram sobre a responsabilidade nos preços e sobre a prestação de serviços da Sanepar, com Moro prometendo um choque de gestão e a valorização de critérios técnicos na direção da companhia.
Nas considerações finais, os três concorrentes sintetizaram suas propostas e reforçaram suas marcas políticas. Requião apresentou sua candidatura como o verdadeiro projeto de oposição, Sandro Alex apostou na continuidade da gestão de Ratinho Junior com foco em entregas e habitação, e Moro reafirmou seu compromisso com a criação de uma agência anticorrupção e o apoio a Flávio Bolsonaro.
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