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Cem e um candidatos nas eleições gerais de 2026 acumulam R$ 120 milhões em multas ambientais aplicadas nos últimos dez anos pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). O levantamento foi realizado pela Associação Nacional dos Servidores de Carreira de Especialista em Meio Ambiente e PECMA (Ascema Nacional) e reúne 190 processos administrativos abertos entre 2017 e 2026.

O perfil predominante entre os autuados é o de homens ligados ao agronegócio e a atividades empresariais, com forte concentração em municípios da Amazônia Legal e do chamado arco do desmatamento. O Partido Liberal (PL) lidera o ranking com 22 candidatos autuados, seguido por Podemos e PSD. Geograficamente, o Pará lidera isoladamente com R$ 77 milhões em multas pendentes por infrações no estado, valor quase cinco vezes maior que o somado por Amazonas e Mato Grosso.

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A existência dos débitos na base de dados não significa que a cobrança seja definitiva, já que os processos tramitam em diferentes fases administrativas e judiciais. Segundo Wallace Lopes, representante da Ascema Nacional, a lentidão no julgamento de recursos e as ações judiciais prolongadas acabam por favorecer a reincidência. Cristiane Mazzetti, coordenadora do Greenpeace Brasil, reforça que a morosidade e a capacidade operacional limitada dos órgãos ambientais abrem lacunas que enfraquecem a fiscalização efetiva.

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