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A candidata a deputada federal pelo Republicanos Celita Toledo está no centro de uma investigação policial após unidades de um grupo de saúde associado a seu nome serem alvo de inquéritos por três mortes e denúncias de deformações em dezenas de pacientes no Rio de Janeiro. Em sua primeira disputa eleitoral, ela inicia a campanha recebendo recursos expressivos da direção nacional do partido e doações de profissionais ligados à sua rede.
Dados da prestação de contas repassados ao Tribunal Superior Eleitoral mostram que a candidatura de Celita já recebeu cerca de R$ 62 mil da direção nacional do Republicanos e outros R$ 19 mil do diretório estadual no Rio. Além disso, a campanha registrou uma doação de R$ 20 mil feita por um cirurgião associado à rede de saúde da candidata, o que representa quase um quinto de todos os recursos arrecadados até o momento.
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O médico doador, identificado como José Adrian Bermudez Bohorquez, é citado em apuração da Polícia Civil relacionada à morte de Jéssica Conceição da Cruz, de 34 anos. A paciente realizou um pacote de procedimentos que incluiu remodelamento costal, lipoaspiração e abdominoplastia por R$ 12,8 mil, mas apresentou complicações graves após receber alta e faleceu no último dia 19 em decorrência de peritonite fecal provocada por perfuração intestinal.
Documentos obtidos apontam que o cirurgião foi afastado cautelarmente de suas atividades em uma das unidades da rede logo após o óbito de Jéssica. Em nota assinada, a defesa de Celita Toledo declarou respeito às autoridades e ao devido processo legal, ressaltando que não cabe antecipar conclusões antes da conclusão das investigações oficiais sobre o caso.
As apurações conduzidas pela Delegacia do Consumidor também investigam a morte de Isabely Viana, de 42 anos, que sofreu uma parada cardiorrespiratória após realizar uma abdominoplastia na rede, além de um terceiro óbito que ainda passa por detalhamento. Autoridades policiais relatam que dezenas de mulheres procuraram a delegacia especializada para denunciar casos de necrose, mutilações e infecções graves após passarem por intervenções cirúrgicas nas mesmas unidades.
Durante uma operação policial realizada nas unidades do grupo, agentes encontraram medicamentos vencidos e o proprietário do hospital do dia foi preso, pagando fiança posteriormente para responder em liberdade. Enquanto os inquéritos entram em fase de finalização pelo delegado titular da Decon, Wellington Vieira, a polícia também apura se o número total de vítimas pode ser ainda maior e se há coação de pacientes para evitar novos depoimentos.
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