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Bispos católicos de diferentes regiões do país intensificaram as manifestações sobre as eleições de 2026 e uniram discursos em defesa da soberania nacional, ecoando bandeiras centrais da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. As declarações ganharam força em celebrações religiosas e em publicações nas redes sociais divulgadas por lideranças eclesiásticas do Sudeste e do Norte do Amazonas e de Roraima.

O arcebispo aposentado da Arquidiocese de Aparecida, dom Orlando Brandes, usou a missa realizada em 7 de setembro no Santuário Nacional de Aparecida para cobrar uma postura firme dos fiéis na defesa do país. Durante a celebração, o religioso afirmou que nenhum poder externo deve interferir nas decisões nacionais e pediu conscientização na hora do voto.

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“Vamos defender a nossa soberania. Nenhum poder de fora, seja quem for, não deve mandar aqui. Aqui é nossa soberania, aqui é nossa casa, aqui é nossa pátria”, declarou o arcebispo diante dos fiéis, reforçando que a escolha dos candidatos deve priorizar o bem comum e a consciência cidadã.

Em sintonia com o movimento, os bispos da Regional Norte 1 da CNBB, que congrega dioceses da região Amazônica, lançaram um vídeo direcionado aos eleitores com recomendações explícitas de voto. Os religiosos orientaram a população a apoiar apenas candidatos comprometidos com a democracia, os direitos sociais e a preservação ambiental.

Na mesma gravação, a hierarquia católica fez alertas severos contra o uso político da religião e o histórico judicial de postulantes aos cargos públicos. Os bispos enfatizaram que a Igreja não atua como curral eleitoral e vetaram expressamente o voto em candidatos que utilizam o nome de Deus ou que acumulam fichas sujas.

A movimentação dos religiosos ocorre em paralelo à ofensiva diplomática e discursiva do Palácio do Planalto sobre o tema. Na véspera do Sete de Setembro e durante a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU em Nova York, o presidente Lula repetiu que o Brasil não será colônia e que o país não cabe no quintal de ninguém.

A Arquidiocese de Aparecida e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil foram procuradas pela imprensa para comentar a repercussão das orientações eleitorais dadas aos fiéis, mas não responderam aos questionamentos até o fechamento desta reportagem.

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