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As denúncias de assédio eleitoral no Brasil registraram um salto alarmante e já superam em mais de dez vezes o volume contabilizado no mesmo período da eleição geral de 2022. O avanço repentino dos casos acende um sinal amarelo nas instituições de controle e nos órgãos de fiscalização trabalhista de todo o país.

Levantamento oficial divulgado pelo Ministério Público do Trabalho mostra que o órgão acumulou 884 denúncias de assédio eleitoral até esta sexta-feira. Para efeito de comparação, o primeiro turno do pleito anterior contabilizou apenas 85 registros no mesmo intervalo.

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A disparada nos números ocorre nos locais de trabalho, onde patrões e superiores hierárquicos tentam influenciar o voto de funcionários. A prática ilegal envolve desde ameaças de demissão até promessas de vantagens em troca de apoio político a determinados candidatos.

Especialistas em direito eleitoral e do trabalho apontam que a capilaridade das redes sociais e a polarização política acentuam a pressão sobre os trabalhadores. A legislação brasileira veda expressamente qualquer tipo de coação no ambiente laboral com fins políticos.

Diante da alta expressiva dos casos, os órgãos de fiscalização intensificam os canais de atendimento para receber novas denúncias com garantia de sigilo. A orientação é para que trabalhadores afetados busquem o Ministério Público do Trabalho ou os tribunais regionais para formalizar as queixas.

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