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O candidato do PSD ao governo de Santa Catarina, João Rodrigues, rompeu com a direção do próprio partido na reta final da disputa e anunciou apoio a Flávio Bolsonaro (PL) na corrida pela Presidência da República. Com o movimento, Rodrigues deixa de apoiar o candidato presidencial da sua legenda, Ronaldo Caiado, optando por se alinhar ao bloco bolsonarista logo no primeiro turno.

Em um vídeo publicado nas redes sociais, o candidato catarinense justificou a mudança de rota ao avaliar que a candidatura de Caiado não alcançou a viabilidade eleitoral esperada. Até então, Rodrigues mantinha o palanque do PSD no estado e havia apenas sinalizado que votaria em Flávio em um eventual segundo turno contra Luiz Inácio Lula da Silva.

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A decisão, no entanto, pegou de surpresa a cúpula nacional do PSD. Segundo informações de bastidores reveladas pela imprensa, o presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, não foi avisado previamente sobre a declaração de apoio antecipado a Flávio. Kassab figura como candidato a vice-presidente na chapa encabeçada por Caiado e vinha liderando uma estratégia rígida de preservação de palanques próprios e de fortalecimento da sigla em âmbito nacional.

A fratura interna no partido já vinha dando sinais evidentes nas últimas semanas. Enquanto a direção nacional tentava blindar a chapa pura, outros nomes de peso da legenda, como o deputado Sandro Alex, também já haviam manifestado disposição pública de caminhar com o candidato do PL contra Lula caso a disputa chegue à segunda etapa do pleito.

O arranjo político de João Rodrigues ocorre justamente no momento em que Flávio Bolsonaro intensifica a caça ao chamado voto útil ainda na primeira etapa da eleição. A guinada do candidato catarinense amplia o desgaste na estratégia eleitoral do PSD e joga luz sobre as dificuldades de Kassab em manter a coesão partidária diante da polarização nacional.

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