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Setenta e nove por cento dos eleitores brasileiros afirmam que a opinião de lideranças religiosas não influencia a escolha do voto para presidente da República. Os dados fazem parte de uma pesquisa recente divulgada pela Quaest, que detalha o comportamento do eleitorado diante da influência de igrejas e templos no cenário político nacional.

A discussão sobre a relação entre religião e política ganhou novos contornos analíticos com a participação da cientista política e pesquisadora sênior do Instituto de Estudos da Religião Ana Carolina Evangelista. Ela participou do podcast O Assunto, apresentado pela jornalista Natuza Nery, para destrinchar como o eleitor lida com esses temas.

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O levantamento aponta que, embora oito em cada dez religiosos rejeitem a mistura entre política e religião dentro dos templos, as lideranças religiosas frequentemente buscam direcionar o posicionamento político de seus fiéis. A série especial Voto Pendular, veiculada pelo Jornal da Globo, também aborda as nuances desse comportamento eleitoral em diferentes regiões do país.

Durante a conversa no programa, a pesquisadora destacou que o atalho da fé para explicar condutas políticas possui diversas curvas e não pode ser resumido de forma simplista. Os dados da Quaest abarcam cenários de segundo turno e cruzam informações por posicionamento político, região, sexo, faixa etária, escolaridade, renda e religião.

O episódio do podcast produzido pelo g1 reforça uma tendência apontada por especialistas de que o eleitorado brasileiro passa por transformações demográficas importantes, tornando-se progressivamente mais feminino, idoso e evangélico. O programa diário soma marcas expressivas de audiência nas plataformas de áudio e no YouTube desde a sua estreia em agosto de 2019.

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