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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou uma ordem executiva na noite de segunda-feira com o objetivo de conter os preços do diesel, que operam próximos de recordes históricos. A medida, apresentada durante um evento de campanha no Nebraska — estado fortemente afetado pela disparada nos custos —, suspende restrições e tributos sobre o chamado diesel vermelho, uma alternativa voltada originalmente para uso fora de estrada.

O decreto funciona efetivamente como uma isenção fiscal pré-eleitoral para aliviar o setor de transportes e a agricultura. Conforme dados da associação AAA, o preço médio nacional do diesel atingiu US$ 6,32 por galão, registrando uma alta de cerca de 77% ao longo do ano no país, o maior aumento percentual anual desde o início da série histórica em 2000.

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O chamado diesel vermelho é quimicamente idêntico ao diesel comum, mas recebe uma coloração específica e é isento de impostos federais para ser utilizado exclusivamente em tratores, equipamentos de construção e veículos agrícolas. Com a nova determinação da Casa Branca, o Internal Revenue Service foi instruído a suspender penalidades para o uso desse combustível em rodovias até o final do ano, reduzindo temporariamente os custos logísticos.

Especialistas e empresários do setor, no entanto, recebem a medida com ceticismo quanto à sua eficácia real a longo prazo. John Tirado, dono de uma empresa de transporte em Nova Jersey e presidente da fornecedora Summa Energy, classificou a decisão governamental apenas como um curativo tardio que não repara o impacto acumulado dos últimos meses sobre as contas de combustível.

Analistas de mercado também apontam que a suspensão de tributos não resolve o problema estrutural por trás da crise, que envolve uma escassez global de capacidade nas refinarias. Instalações no Oriente Médio e na Rússia sofreram danos severos devido a conflitos armados, enquanto a China adotou restrições severas às exportações de combustíveis para proteger o seu próprio mercado interno.

Diante desse cenário internacional adverso, refinarias americanas operam no limite máximo de sua capacidade produtiva para tentar suprir a demanda. Enquanto isso, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky prometeu intensificar os ataques de drones contra refinarias russas, o que deve manter a pressão sobre o mercado global de petróleo nas próximas semanas.

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