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Mais de 400 escolas foram fechadas na França nesta segunda-feira (5) em meio a uma onda de protestos estudantis que toma conta do país contra a precariedade da educação e a falta de pessoal. O movimento, que mobiliza alunos do ensino médio em várias regiões, ganhou contornos de extrema gravidade após um estudante de quinze anos ter a mão arrancada por uma granada de efeito moral disparada pela polícia na cidade de Lens, localizada no norte francês.

A escalada da tensão levou prefeituras e autoridades de segurança a abrirem investigações sobre o uso da força policial durante as manifestações. O prefeito de Lens, François-Xavier Lauch, confirmou à imprensa que os procedimentos formais de apuração já foram iniciados, enquanto estudantes continuam bloqueando acessos a instituições de ensino e exigindo mudanças estruturais profundas no sistema público.

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A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, afirmou que entre 400 e 500 escolas amanheceram fechadas devido aos atos e garantiu que as medidas de controle serão mantidas pelo tempo que for necessário. Ela classificou as cenas de violência registradas perto dos colégios como inaceitáveis, citando ataques contra policiais, gendarmes, bombeiros, jornalistas, funcionários da educação e os próprios estudantes.

Apesar da firmeza na cobrança por ordem pública, o governo buscou separar as manifestações legítimas dos atos de vandalismo. Bregeon pontuou que existe uma diferença enorme entre os jovens que expressam suas reivindicações de forma pacífica e os episódios de violência urbana atribuídos a delinquentes e provocadores.

Na capital e em seus arredores, manifestantes se concentraram em frente a colégios tradicionais como o Liceu Turgot, em Paris, e o Liceu Henri Wallon, em Aubervilliers. Alunos exibiram cartazes com críticas diretas à precariedade das instituições e à atuação policial, reforçando o descontentamento com a desigualdade de apoio oferecido pelo Ministério da Educação Nacional entre a região parisiense e o restante do país.

Estudantes como Kays Dhimel, de 18 anos, relataram que a mobilização busca unificar as vozes dos jovens para exigir condições igualitárias de ensino e respeito aos direitos fundamentais. Enquanto o Ministério da Educação avalia as demandas, o governo reforça que a prioridade absoluta permanece sendo a restauração da ordem e a responsabilização daqueles que participam de confrontos diretos com as forças de segurança.

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