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Pecuaristas brasileiros estão recorrendo de forma intensa ao crédito privado para financiar a compra de animais, ampliar a escala de produção e acelerar o giro de capital dentro das fazendas. A mudança ocorre em um momento em que os grandes bancos adotam posturas mais restritivas na concessão de recursos ao agronegócio, exigindo maiores garantias reais para liberar financiamentos.

Nesse novo modelo adotado pelo mercado, o próprio gado colocado no confinamento serve como garantia direta da operação financeira. Com isso, os produtores eliminam a necessidade de oferecer terras ou outros ativos imobiliários como contrapartida para obter os recursos necessários para a atividade.

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Segundo Henrique Schardong, diretor comercial da Plantae Agrocrédito, a expansão da pecuária intensiva escancarou uma lacuna no sistema financeiro tradicional. O executivo destaca que o mercado financeiro não acompanhou com rapidez a evolução dos confinamentos e dos boitéis no campo.

Para atender a essa demanda reprimida, a Plantae estruturou uma modalidade na qual o patrimônio em produção é monetizado. O pecuarista consegue antecipar recursos de animais que ainda não foram vendidos para adquirir uma nova leva de bovinos de reposição, sem precisar esperar o encerramento total do ciclo anterior.

As operações costumam acompanhar o ciclo de terminação, com prazos que variam de 90 a 100 dias, período em que o boi permanece confinado. A empresa aponta que os recursos chegam à conta do produtor em cerca de dois a três dias, utilizando contratos de CPR financeira que dispensam a cobrança de IOF.

A expansão desse modelo reflete diretamente nos números da instituição financeira especializada. A participação da pecuária na carteira de crédito da Plantae saltou de aproximadamente 5% há dois anos para 10% no ano passado, alcançando a marca de 15% neste ano, impulsionada pela busca constante dos produtores por alternativas viáveis de financiamento.

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